O Choro na Rua em Macaé ganha mais um capítulo especial com a apresentação do grupo instrumental Gambá Cachorra no Solar dos Mellos – Museu da Cidade de Macaé. A atração será realizada às 19h e faz parte da programação da 20ª Primavera dos Museus, iniciativa que reúne atividades culturais, exposições e apresentações em diferentes espaços dedicados à preservação da história e da memória.
A programação representa mais uma oportunidade para moradores e visitantes acompanharem de perto a riqueza da música instrumental brasileira, com destaque para o choro, gênero que possui uma relação histórica com Macaé por meio de importantes músicos nascidos no município.
Além do espetáculo musical, o público que passar pelo Solar dos Mellos também poderá conferir a exposição “Entre Viventes”, do artista plástico Geraldo Barreto Monteiro Júnior. Dessa maneira, música, artes visuais, história e patrimônio dividem espaço em uma programação voltada à valorização da produção cultural.
Grupo Gambá Cachorra se apresenta no Choro na Rua em Macaé
O Gambá Cachorra nasceu a partir da essência do grupo Biguá e reúne músicos com forte ligação com o universo da música instrumental.
A formação conta com Jean Macaé, na flauta transversal; Iago Chagas, no violão de sete cordas; Thiago Alves, no cavaquinho; e Jean Pedro, no pandeiro.
A combinação dos instrumentos mantém algumas das características mais tradicionais das rodas de choro. Ao mesmo tempo, o quarteto amplia seu repertório ao incorporar influências da Música Popular Brasileira, criando apresentações que transitam entre diferentes momentos e estilos da produção musical nacional.
Com isso, o espetáculo no Solar dos Mellos em Macaé promete agradar tanto ao público que já acompanha o choro quanto às pessoas interessadas em conhecer mais sobre esse importante gênero da música brasileira.
Choro tradicional e MPB instrumental fazem parte do repertório
Durante a apresentação, o Gambá Cachorra levará ao público composições associadas a alguns dos principais nomes da história do choro e da música instrumental brasileira.
Entre as referências presentes no repertório estão Pixinguinha, Benedito Lacerda, Cláudio Camunguelo, Altamiro Carrilho, Sivuca e Hermeto Pascoal.
Além disso, o grupo apresenta versões instrumentais de obras ligadas a grandes artistas e compositores da MPB, como Tom Jobim, Aldir Blanc, Chico Buarque, Cartola e Nelson Cavaquinho.
Essa diversidade ajuda a construir um espetáculo que atravessa diferentes gerações da música brasileira. Assim, a programação aproxima o repertório tradicional do choro de obras amplamente conhecidas pelo público.
O encontro também destaca a capacidade da música instrumental de estabelecer novos diálogos com composições originalmente marcadas pela presença da voz, oferecendo interpretações conduzidas pela flauta, pelo violão de sete cordas, pelo cavaquinho e pelo pandeiro.
Benedito Lacerda é uma das referências do projeto
À frente da produção do quarteto está o flautista Jean Macaé, músico com mais de 30 anos de trajetória.
Entre suas principais referências está o macaense Benedito Lacerda, um dos nomes de destaque da história do choro brasileiro.
Nascido em Macaé, Benedito Lacerda construiu uma trajetória ligada à flauta e à composição, deixando um legado que atravessou gerações. Dessa forma, sua presença entre as referências do Gambá Cachorra reforça também a ligação da cidade com a música instrumental brasileira.
Ao levar o repertório para um dos principais equipamentos culturais do município, o projeto Choro na Rua contribui para manter viva essa memória musical e, ao mesmo tempo, abre espaço para novas gerações de instrumentistas.
Choro faz parte da história da música brasileira
Considerado um dos gêneros instrumentais mais tradicionais do país, o choro começou a ganhar forma ainda no século XIX e, ao longo dos anos, passou por diferentes transformações.
O estilo ficou conhecido principalmente pela combinação de instrumentos de cordas, sopro e percussão, além da riqueza melódica e da interação entre os músicos.
Instrumentos como cavaquinho, violão de sete cordas, pandeiro e flauta, justamente presentes na formação do Gambá Cachorra, fazem parte da sonoridade tradicional das rodas de choro.
Por isso, apresentações como a realizada no Solar dos Mellos ajudam a aproximar o público dessa manifestação cultural brasileira e fortalecem a presença da música instrumental em Macaé.
Nome Gambá Cachorra também traz mensagem de conscientização ambiental
O trabalho desenvolvido pelo grupo não se limita ao repertório musical.
O nome Gambá Cachorra também foi escolhido como forma de chamar atenção para a preservação de um animal silvestre que, embora possa ser encontrado em áreas urbanas, ainda enfrenta situações de perseguição e maus-tratos.
Segundo Jean Macaé, a proposta é utilizar as apresentações também como espaço para ampliar o conhecimento sobre o papel desempenhado pelo gambá no meio ambiente.
O animal contribui para o equilíbrio ecológico ao consumir insetos e pequenos organismos, participando do controle natural de espécies que podem causar problemas em áreas urbanas.
Dessa maneira, o grupo busca estabelecer uma conexão entre cultura e conscientização ambiental, mostrando que a convivência respeitosa com os animais silvestres também está relacionada à preservação dos espaços urbanos.
Primavera dos Museus amplia programação cultural no município
A apresentação integra a 20ª Primavera dos Museus, programação nacional que mobiliza instituições culturais em diversas cidades.
A iniciativa incentiva museus e centros culturais a promoverem atividades especiais, ampliando o contato do público com exposições, acervos, apresentações e ações educativas.
Em Macaé, o Solar dos Mellos participa da programação reunindo diferentes expressões culturais.
Além do show do Gambá Cachorra, o público também encontra a exposição “Entre Viventes”, do artista plástico Geraldo Barreto Monteiro Júnior.
A programação contribui, portanto, para que o espaço seja utilizado não somente como local de preservação histórica, mas também como ponto de encontro entre artistas, músicos, moradores e visitantes.
Solar dos Mellos preserva parte da história de Macaé
O Solar dos Mellos – Museu da Cidade de Macaé ocupa posição importante entre os equipamentos culturais do município.
O espaço reúne ações voltadas à memória da cidade e recebe exposições, projetos educativos, apresentações musicais e outras atividades culturais ao longo do ano.
Ao sediar mais uma edição do Choro na Rua, o museu fortalece a integração entre patrimônio histórico e produção artística contemporânea.
Além disso, realizar apresentações musicais dentro de um espaço dedicado à história permite que o público tenha contato com diferentes manifestações culturais em uma única visita.
A proposta também contribui para ampliar a ocupação dos equipamentos culturais da cidade e aproximar novos públicos das atividades realizadas no Centro de Macaé.
Cultura e música instrumental ganham espaço em Macaé
A realização do Choro na Rua no Solar dos Mellos reforça uma programação que valoriza artistas, compositores e gêneros ligados à identidade musical brasileira.
Ao reunir obras de Pixinguinha, Benedito Lacerda, Hermeto Pascoal, Tom Jobim, Cartola e outros grandes nomes, o Gambá Cachorra apresenta um panorama diverso da produção musical nacional.
Ao mesmo tempo, a presença de músicos locais fortalece a circulação da produção cultural de Macaé e amplia o contato da população com apresentações instrumentais.
Por isso, o evento se torna também uma oportunidade para conhecer melhor o choro, prestigiar artistas da região e visitar um dos principais espaços dedicados à memória e à cultura macaense.
Serviço
Evento: Choro na Rua – apresentação do grupo Gambá Cachorra
Horário: 19h
Local: Solar dos Mellos – Museu da Cidade de Macaé
Endereço: Rua Conde de Araruama, 248, Centro de Macaé
Programação: 20ª Primavera dos Museus
A apresentação do Gambá Cachorra no Solar dos Mellos reúne música instrumental, memória, arte e conscientização em mais uma atividade cultural realizada no município. Para quem aprecia choro, MPB ou deseja conhecer mais sobre a produção artística local, a programação oferece uma oportunidade de vivenciar diferentes expressões da cultura brasileira no coração de Macaé.
